domingo, 23 de janeiro de 2005

UM TEMPO PARA VOCÊ

Não sei se acontece com você, mas, o corre-corre de hoje em dia faz com que os dias pareçam sempre mais curtos e quando nos damos conta, vivemos sempre assim, assoberbados de tarefas e compromissos, que consome nossos dias. E assim o tempo segue dia após dia, semana após semana, sem que paremos um pouquinho para pensar em nós mesmos e nas coisas que nos fazem bem.

A bem da verdade dedicamos para nós mesmos, pouco ou quase nada do tempo que vivemos e de que dispomos. Isso não quer dizer que nosso tempo não seja nosso. O que afirmo, é que devido ao dinamismo imposto pelo ritmo de vida de cada um, muitas vezes, ficamos muito aprisionados a pressa e urgência que todos insistem em dizer que existe. Sem exagero, acredito que o senso de urgência é sozinho é responsável por uma série de doenças decorrentes do stress ao qual somos todos submetidos. Isso porque ele é hoje muito mais do que um costume... É uma verdadeira síndrome nociva ao bem estar de qualquer pessoa.


Repare nas pessoas a sua volta, repare em si. Veja como todos tem pressa e o ritmo como tudo se desenvolve. Não quero pregar aqui que devemos viver lentamente (em câmara lenta) e sem muita preocupação. Não... Na verdade, o que afirmo é que muita gente diz que certas coisas são urgentes só por dizer, só para parecer importante. O erro grave nesta história é que quando tudo é urgente, nada mais tem prioridade.

Devemos procurar viver de forma seletiva dosando a nossa paciência e pressa de acordo com cada situação. Devemos ainda ajustar a intensidade e a velocidade da nossa atuação de modo a termos uma dedicação dinâmica e adequada. O contrário é verdadeiro: Procure perceber se não está vivendo em uma rotação muito maior do que a situação exige.

A pressa e a urgência excessiva causam este mal. Acabamos por acordar apressados, tomas café apressados, trabalhar apressados, conversar sempre com pressa... Enfim... Deixamos de prestar à vida o seu próprio ritmo e cadência. Deixamos de perceber as coisas, as pessoas e os momentos, pela nossa pressa de viver. Por isso mesmo precisamos desacelerar, refletir em como estamos vivendo e se necessário ajustar nosso viver.

Nada como dar tempo ao tempo, já que por mais que corramos, ele nunca representará um período diferente de 24 horas por dia. Por mais que queiramos, nada será solucionada especificamente pela nossa presaa. Aliás, pelo contrário, ela pode até atrapalhar, fazendo com que nossas decisões possam ser inadequadas ou pouco refletidas.

Não é nada mal:

· Ouvirmos mais o que as pessoas têm a nos dizer;
· Fazermos as coisas com mais prudência e quase sempre isso pede calma;
· Evitar sempre que possível se contaminar facilmente com as urgências alheias;
· Sentir mais lentamente e (com mais calma) tudo que acontece a sua volta;
· Viver cada momento de forma mais intensa e prazerosa;
· Envolver-se em cada questão (pequena ou grande) com as energias necessárias para resolve-las;
· Observar cada detalhe de tudo (Informações preciosas podem ser perdidas pela pressa);
· Ler bons livros ou revistas que te faça bem;
· Andar, correr e enfim praticar esportes dedicando um tempo a sua saúde;

A maioria das dicas acima, não custam dinheiro e mesmo assim, deixamos de faze-las porque pensamos não ter tempo. Essas dicas não garantem que vivamos imunes à pressa, mas aplicadas em conjunto, dão uma direção mais tranqüila e amena para nosso modo de viver.

Pense nisso e até a próxima!

Antônio Carlos Rodrigues

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