sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

QUANDO ESTAMOS SÓS...

Eu não estou falando de um momento qualquer... Afinal, existe uma porção de vezes que estamos sozinhos fisicamente, mas, mentalmente, nossas mentes estão tão ocupadas, pensando e refletindo sobre tantas coisas, que involuntariamente é difícil imaginar-se sozinho de verdade. Esta forma de estar “só”, não conta, devido estarmos sobre forte pressão do que aconteceu e/ou do que acontecerá sempre presos num tempo passado, que, portanto, não é mais nosso (já foi) ou num tempo futuro, sobre o qual também não temos o controle que imaginamos ter. Vamos aos “zilhões”, vivendo assim, assim, “presos” fora do tempo presente, como que esquecendo de viver o agora, tempo precioso e caro, que insistimos em delegar (imprudentemente) o seu controle a um “piloto automático” demais.

Para algumas pessoas, “tempo é dinheiro”... Para outras tantas, é trabalho. Existem algumas ainda, que parece que vieram a esta vida, em estado de “férias permanentes”. Outras (muitas) ficam ainda, sempre aguardando a vida melhorar, sem exatamente fazer algo a respeito de qualquer coisa. É claro que pelo mesmo motivo, também não entendem exatamente por que a vida não melhora. Por último, existem ainda, um pelotão imenso de pessoas que acredita ter vindo com a missão de sofrer, sofrer e sofrer, já que adoram se sentir como vítimas, também, sem se aperceberem que seu maior prazer está nisso: sabe aquela situação “se melhorar estraga”. O negócio para este grupo é ser mensageiro do apocalipse.

Enfim... Penso que seria importante, para todos nós, para nosso corpo, para nossas mentes e principalmente para nossas almas, pararmos um pouquinho e ficarmos a sós, nos libertando dos nossos pensamentos correntes, para mergulhar em nossa máxima intimidade enxergar com “olhos que querem ver” o que se passa com nossas mentes e corações. A meditação é para mim, a forma mais pura da reflexão. Meditar é encontrar-se consigo mesmo. É entender como a dimensão daquilo que fazemos e pensamos afeta a vida das pessoas, como se nossa própria vida fosse.

Pare e reflita comigo: quando fazemos mal a alguém, será que não estamos ferindo (em nosso íntimo) a nós mesmos? Acredito que sim, por mais que nossa visão egoísta das coisas ou nossa incompreensão do todo, ainda não nos permita disso se aperceber. O que nos falta? Maturidade? Experiência? Esclarecimento? Talvez um pouco de tudo isso...

Esta forma “mecânica” de viver acaba por nos afastar a todos de sentimentos bons como respeito, amor, perdão e generosidade. Aproxime-se mais um pouco de você e cuide mais de si, cuidando melhor das pessoas que cruzam seu caminho, seja apenas por um momento, seja ainda por toda uma vida. Pense nisso e tenha um FELIZ NATAL!



Antônio Carlos Rodrigues

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