Eu não estou falando de um momento qualquer... Afinal, existe uma porção de vezes que estamos sozinhos fisicamente, mas, mentalmente, nossas mentes estão tão ocupadas, pensando e refletindo sobre tantas coisas, que involuntariamente é difícil imaginar-se sozinho de verdade. Esta forma de estar “só”, não conta, devido estarmos sobre forte pressão do que aconteceu e/ou do que acontecerá sempre presos num tempo passado, que, portanto, não é mais nosso (já foi) ou num tempo futuro, sobre o qual também não temos o controle que imaginamos ter. Vamos aos “zilhões”, vivendo assim, assim, “presos” fora do tempo presente, como que esquecendo de viver o agora, tempo precioso e caro, que insistimos em delegar (imprudentemente) o seu controle a um “piloto automático” demais.Para algumas pessoas, “tempo é dinheiro”... Para outras tantas, é trabalho. Existem algumas ainda, que parece que vieram a esta vida, em estado de “férias permanentes”. Outras (muitas) ficam ainda, sempre aguardando a vida melhorar, sem exatamente fazer algo a respeito de qualquer coisa. É claro que pelo mesmo motivo, também não entendem exatamente por que a vida não melhora. Por último, existem ainda, um pelotão imenso de pessoas que acredita ter vindo com a missão de sofrer, sofrer e sofrer, já que adoram se sentir como vítimas, também, sem se aperceberem que seu maior prazer está nisso: sabe aquela situação “se melhorar estraga”. O negócio para este grupo é ser mensageiro do apocalipse.
Enfim... Penso que seria importante, para todos nós, para nosso corpo, para nossas mentes e principalmente para nossas almas, pararmos um pouquinho e ficarmos a sós, nos libertando dos nossos pensamentos correntes, para mergulhar em nossa máxima intimidade enxergar com “olhos que querem ver” o que se passa com nossas mentes e corações. A meditação é para mim, a forma mais pura da reflexão. Meditar é encontrar-se consigo mesmo. É entender como a dimensão daquilo que fazemos e pensamos afeta a vida das pessoas, como se nossa própria vida fosse.
Pare e reflita comigo: quando fazemos mal a alguém, será que não estamos ferindo (em nosso íntimo) a nós mesmos? Acredito que sim, por mais que nossa visão egoísta das coisas ou nossa incompreensão do todo, ainda não nos permita disso se aperceber. O que nos falta? Maturidade? Experiência? Esclarecimento? Talvez um pouco de tudo isso...
Esta forma “mecânica” de viver acaba por nos afastar a todos de sentimentos bons como respeito, amor, perdão e generosidade. Aproxime-se mais um pouco de você e cuide mais de si, cuidando melhor das pessoas que cruzam seu caminho, seja apenas por um momento, seja ainda por toda uma vida. Pense nisso e tenha um FELIZ NATAL!
Antônio Carlos Rodrigues
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