sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

O BOM SENSO DE URGÊNCIA

Que o dia a dia das pessoas e organizações tem se tornado cada vez mais corrido isso você já deve estar cansado de ouvir e até viver. Isso não é novidade. Tudo que acontece ou é importante, ou urgente, ou os dois, pois os assuntos, as pessoas e as empresas não podem parar. Olhando por esse ponto de vista, a vida com todas as rotinas diárias, parece mais ter se tornado um jogo, onde o inimigo são as nossas limitações e o juiz é o tempo, que implacável “não cede um segundo” sequer.

Em algumas situações inclusive, parece que por mais que corramos e nos mantenhamos acelerados, os assuntos por resolver (e-mails para escrever e responder, ligações para fazer e retornar e pessoas para atender e dar atenção), enfim... Tudo parece conspirar e parece ganhar da gente, impondo um pouquinho de frustração em todo o processo. Menos mal se todos os esforços foram empenhados.

No entanto, mesmo com todo senso de urgência, existem pessoas que tem velocidade própria e que independem totalmente da velocidade na qual possa estar o mundo a sua volta. Conseguem se manter “hermeticamente” fechados e não ser contagiados pela pressa e pressão exercidos por pessoas ou situações.

São pessoas portadoras de uma paciência (e displiscência), irritantes e sem fim e neste quesito tem também uma particularidade: as pessoas se irritam com aqueles que são “devagar”, e estes, por sua vez, raramente se irritam, o que apenas piora o cenário.

Falta-lhes SENSO DE URGÊNCIA que eu definiria como um misto de sentimento, intuição e atitude, capaz de não apenas tornar a nossa vida e daqueles que estão a nossa volta mais prática, como permite que as velocidades de todos não sejam represadas pela excessiva despreocupação de alguém. Basta uma pessoa para que um assunto (mesmo muito importante) pare e não saia do lugar.

A falta de senso de urgência, além de nos fazer ficar mais lentos, nos faz perder o critério do que é importante, do que é prioritário ou significante, pelo fato de alinharmos equivocadamente os tempos e movimentos ao nosso ritmo, ao nosso modo de penar e agir.
Se todos dançam conforme a música, o “SEM SENSO” tem um ritmo só seu, sempre muuuuito mais lento. Se todos procuram de uma forma ou de outra, se ajustar a um ritmo comum, o SEM SENSO, também não sabe o que é sintonia ou sincronismo...

É fundamental nos enxergarmos fazendo parte do TODO, inseridos no contexto qualquer que seja ele. Como desenvolver o sentimento de time, se não colaborarmos? E como colaborar se tudo que fazemos destoa e parece atrapalhar? Não basta fazermos direito. Hoje muito mais do que ontem e amanhã muito mais do que hoje, precisamos nos conscientizar desta saudável “Pressa Coletiva” que nos faz andar para frente e não se posicionar de forma estanque, como obstáculos ao processo e ao natural progresso das coisas.

Por falar nisso, como está a sua velocidade? Como têm se posicionado em seus trabalhos em equipe? Você tem colaborado de verdade? Pense nisso e até a próxima...

Antônio Carlos Rodrigues

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