Passado o encanto das festas de fim de ano, as trocas de presente e energia do Natal e os tantos desejos de Feliz 2008, vale refletir um pouco, agora que estamos fora dos holofotes e fogos de artifício, sobre todos os desejos de mudança que tivemos para este ano. Vale pensarmos um pouco, agora com o pé na realidade, como faremos para concretizar ao menos parte do tanto que foi pedido. Se bem que alguns são mais humildes de coração e pedem basicamente saúde, não se esquecendo de agradecer é claro ter podido chegar ao final demais um ano. Outros fazem valer o refrão “muito dinheiro no bolso”... Enfim...O clima de desejos individuais e coletivos é tão grande que, passadas as festas fica-se com uma imensa impressão de vazio, que em alguns casos podem nos acompanhar por mais tempo do que gostaríamos.
Você já revisitou os pensamentos e desejos que teve na noite de reveillon? Já pensou em como vai conseguir tudo que pretende em 2008? Fala sério... Pensar é fácil... Desejar mais ainda. Ocorre, que entre o pensamento e a realização, muitas vezes existe uma certa distância. E não é difícil também acreditar que esta mesma distância possa ser do tamanho oposto ao tamanho da nossa vontade. Explico: quanto maior a nossa vontade e determinação, menor a distância, assim como quanto menor a nossa vontade, maior a distância entre nós e nossos objetivos.
Quando falo de vontade, falo também de ação. Como já afirmei neste espaço, vontade sem ação, nada significa. Portanto é preciso trabalhar. É preciso agir. É preciso planejar.
- Falta tempo? É preciso redimensioná-lo e criar tempo disponível. Reprograme suas tarefas diárias, semanais etc.
- Falta dinheiro? É preciso criar fontes alternativas de recursos. Faça um trabalho extra, venda alguma coisa que não precisa mais, etc. Ponha a mente para trabalhar...
- Falta conhecimento? Busque informação e preparo adequados às suas intenções...
- Falta coragem? Pergunte-se então por que desejou? Talvez seja só por que é bonito desejar neste período. Afinal, todo mundo deseja...
Existe uma imensa legião de descontentes que se pune silenciosamente ao perceber já perto do final de cada ano que, de tudo que desejou no começo, nada, ou quase nada, foi realizado. É verdade também que este mesmo grupo se aplica de forma incrível em arrumar um “caminhão” de desculpas para explicar seus insucessos. Não queira fazer parte deste grupo. Estude e coloque em prática DESDE JÁ formas de viabilizar seus planos. Não se iluda... Pode não ser fácil, mas PROÍBA-SE de pensar que é difícil ou impossível.
Reprograme-se agora e, trabalhe enquanto há tempo (de verdade), para construir o novo ano que se desejou. Mude o mundo, mas comece primeiro por si mesmo. Quando desejamos um feliz ano novo, esquecemos que nós somos sempre os mesmos. Talvez devêssemos desejar um Feliz “Novo Antônio”, uma Feliz “Nova Paula” ou um Feliz “Novo José”. Sinceramente, ao final desde ano, desejo que você possa olhar para traz com orgulho de si e do que conseguiu realizar. Ah!... Não se esqueça de praticar a generosidade. Pense nisso e até a próxima!
Antônio Carlos Rodrigues
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