Já há algum tempo, me esforço em afirmar nesta coluna, que todos temos como influenciar às vezes positiva, às vezes negativamente a nossa vida. Com o conjunto de nossas ações, posturas e comportamentos, podemos interferir de forma definitiva nos resultados que colheremos e viveremos adiante. Até ai nada de novo... Até por que apenas engrosso o coro dos "zilhões" de livros de auto-ajuda, estão aí atestando a máxima de que colhemos aquilo que plantamos, uma verdade bíblica.
Mas, como toda crítica, mesmo à verdades milenares sempre pode dar uma boa discussão, quero refletir hoje de forma diferente e dizer que apesar de todo esforço que possamos aplicar, apesar de todo empenho que possamos ter, apesar de nos acharmos "merecedores" de um resultado bom para tudo, e apesar ainda de todo poder que os livros podem nos fazer pensar que temos, as coisas às vezes (muitas vezes) não saem como "deveriam", ou não se concluem da forma que pretendíamos e de repente, ficamos nos martirizando sobre o quanto a vida pode ser "injusta" conosco.
Mas, como toda crítica, mesmo à verdades milenares sempre pode dar uma boa discussão, quero refletir hoje de forma diferente e dizer que apesar de todo esforço que possamos aplicar, apesar de todo empenho que possamos ter, apesar de nos acharmos "merecedores" de um resultado bom para tudo, e apesar ainda de todo poder que os livros podem nos fazer pensar que temos, as coisas às vezes (muitas vezes) não saem como "deveriam", ou não se concluem da forma que pretendíamos e de repente, ficamos nos martirizando sobre o quanto a vida pode ser "injusta" conosco.
Caso não tenhamos cuidado neste processo de martirização, podemos ficar num inútil e sem saída, como o cachorro que corre atrás do rabo por falta de distração melhor, mas num exercício essencialmente inútil. Então o que estou afirmando? Que não merecemos? Que não nos esforçamos?... Ou que somos totalmente culpados pelos nossos pequenos fracassos. Não, Não e Não... Não é nada disso! Quero na verdade refletir motivado por outro ponto de vista, mais sutil e por isso mesmo nem sempre percebido...
O que afirmo e convido o amigo(a) leitor(a) a refletirem comigo é que: independentemente de nossa vontade, esforço ou merecimento, a vida , o mercado e as circunstâncias que ocorrem (e decorrem de si mesmas), enfim... Tudo isso, tem sua própria dinâmica e que simplesmente pode muito bem, em muitos casos, simplesmente não nos levar em conta. Espere... Não estou dizendo que sejamos insignificantes. Não... Com esta reflexão, quero sugerir que nos sintamos menos responsáveis por tudo.
Muitas vezes, nos atribuímos uma importância indevida e talvez em função disso, também queiramos nos sentir mais culpados do que deveríamos (ou procurar culpados em vão)... Se as coisas não deram certo, chame de qualquer coisa: falta de sorte, azar ou acaso...
Mas, tente não se culpar demais. Acredite, quando nos culpamos, estamos no nosso íntimo dizendo para nós mesmos e para as pessoas que nos cercam, que tínhamos poder total de fazer diferente, como de pudéssemos administrar fatos sobre os quais apenas pensamos ter controle, o está longe de significar que tenhamos mesmo.
Prefiro pensar que a vida é assim para que sejamos humildes, racionais e para quem sabe, apesar dos nossos sonhos e desejos, vaidades e tudo mais, mantenhamos nossos pés no chão e deixemos de nos sentir super heróis a todo momento. Aliás, na minha opinião os super heróis, são solitários e infelizes. Baseado nisso, o que então vale a pena? Acredito que para de querer ter o controle de tudo é um bom começo. Ouça o grande filósofo (e sambista nas horas vagas) Zeca Pagodinho que diz sabiamente: "Deixa a vida te levar"e viva melhor. Pense nisso e até a próxima.
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