João era um rapaz muito tranqüilo se considerava uma pessoa de sorte, já que se gabava de poder afirmar que nunca tinha problema... Sua vida era de fato, como posso dizer... Tranqüila e previsível até demais. Ele não só (como afirmava), não tinha problemas, como procurava fugir deles ao máximo. Seu trabalho tinha uma rotina fácil e seu dia a dia era sempre muito tranqüilo.
Sempre que pudesse escolher entre duas coisas, uma mais complexa e outra visivelmente simples, sua decisão... Também era fácil, já que sem pensar, escolhia a que não desse trabalho algum (nem para decidir). Nem é preciso dizer que João não gostava de desafios, dizia que isso cansava muito. Não se envolvia com nada que não tivesse um começo, meio e final bem definidos, exatamente para quê? Tcham Tcham Tcham... Para evitar problemas é claro!
A palavras ousadia para João soava como um sacrilégio. Para ele as pessoas ousadas são as que sempre "quebram a cara" por serem apressados demais. São as que enfrentam mais problemas e transtornos em suas vidas, por se julgarem corajosos em demasia.
A grande questão é que João esqueceu que sua vida pode ser "tranqüila", mas é assim devido ao fato de ele "não viver" de verdade. Vive, mas preferindo se esconder a cada situação e se esquivando de enfrentar as situações e desafios que lhe caberiam naturalmente e tão necessários ao seu amadurecimento e desenvolvimento em todas as esferas de sua vida.
Repare nas pessoas de sucesso. Perceba que o sucesso para elas foi, em grande parte, decorrente de sua cota pessoal de coragem e ousadia, tão importantes na manutenção da auto-estima e do entusiasmo para enfrentar os tantos percalços que a vida tem e não desanimar facilmente.
João era "feliz"... Mas, como ser feliz, sem viver efetivamente as coisas que nos cabem viver. João, por opção preferiu viver na janela, assistindo a vida acontecer do lado de fora. Delegou apenas ao acaso a sucessão dos seus dias, por medo de se preocupar e ser infeliz. Podia até ter uma vida livre de problemas, mas também se podia dizer que sua vida não tinha a mínima graça.
Para viver, temos que amar, desamar, cair se machucar e levantar... Para ter graça, temos que mergulhar na tristeza, para podermos conferir o devido valor e grandiosidade à felicidade. É fundamental perdermos o equilíbrio e a paz, para podermos busca-los com mais lucidez do que nunca.
Afinal, só conhece a dimensão do ter, que já perdeu e não quem nunca teve. Seja ousado, crie, desfaça, construa, destrua e desconstrua. Mas acima de tudo, seja uma pessoa nova a cada dia e a cada situação. Adote um camaleão como bicho de estimação. Pense nisso e até a próxima.
Antônio Carlos Rodrigues
Sempre que pudesse escolher entre duas coisas, uma mais complexa e outra visivelmente simples, sua decisão... Também era fácil, já que sem pensar, escolhia a que não desse trabalho algum (nem para decidir). Nem é preciso dizer que João não gostava de desafios, dizia que isso cansava muito. Não se envolvia com nada que não tivesse um começo, meio e final bem definidos, exatamente para quê? Tcham Tcham Tcham... Para evitar problemas é claro!
A palavras ousadia para João soava como um sacrilégio. Para ele as pessoas ousadas são as que sempre "quebram a cara" por serem apressados demais. São as que enfrentam mais problemas e transtornos em suas vidas, por se julgarem corajosos em demasia.
A grande questão é que João esqueceu que sua vida pode ser "tranqüila", mas é assim devido ao fato de ele "não viver" de verdade. Vive, mas preferindo se esconder a cada situação e se esquivando de enfrentar as situações e desafios que lhe caberiam naturalmente e tão necessários ao seu amadurecimento e desenvolvimento em todas as esferas de sua vida.
Repare nas pessoas de sucesso. Perceba que o sucesso para elas foi, em grande parte, decorrente de sua cota pessoal de coragem e ousadia, tão importantes na manutenção da auto-estima e do entusiasmo para enfrentar os tantos percalços que a vida tem e não desanimar facilmente.
João era "feliz"... Mas, como ser feliz, sem viver efetivamente as coisas que nos cabem viver. João, por opção preferiu viver na janela, assistindo a vida acontecer do lado de fora. Delegou apenas ao acaso a sucessão dos seus dias, por medo de se preocupar e ser infeliz. Podia até ter uma vida livre de problemas, mas também se podia dizer que sua vida não tinha a mínima graça.
Para viver, temos que amar, desamar, cair se machucar e levantar... Para ter graça, temos que mergulhar na tristeza, para podermos conferir o devido valor e grandiosidade à felicidade. É fundamental perdermos o equilíbrio e a paz, para podermos busca-los com mais lucidez do que nunca.
Afinal, só conhece a dimensão do ter, que já perdeu e não quem nunca teve. Seja ousado, crie, desfaça, construa, destrua e desconstrua. Mas acima de tudo, seja uma pessoa nova a cada dia e a cada situação. Adote um camaleão como bicho de estimação. Pense nisso e até a próxima.
Antônio Carlos Rodrigues
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